Pagamento do Bolsa Estiagem e Garantia-Safra são ampliados para todo o ano de 2013


O pagamento do Bolsa Estiagem e do Garantia-Safra, para todo o ano de 2013, foi ampliado em mais duas parcelas, com o objetivo de reforçar a assistência à população do semiárido prejudicada pela estiagem. As medidas provisórias foram assinadas pela presidenta Dilma Rousseff na sexta-feira (18), em solenidade no Piauí.
Antes, o valor previsto do Garantia Safra era de R$ 680 divididos em cinco parcelas. Como a seca se estendeu além do esperado, o governo federal concedeu, em novembro de 2012, o benefício adicional de R$ 280, pago em duas parcelas de R$ 140, além da ampliação do valor do Auxilio Emergencial Financeiro - o Bolsa Estiagem - em R$ 160, pago em duas parcelas de R$ 80.
Neste ano, com o agravamento da seca, o adicional do Garantia-Safra 2011/2012 está sendo ampliado para quatro parcelas, no total de R$ 560, bem como o Bolsa Estiagem, que também foi ampliado para quatro parcelas, totalizando R$ 320 por família. O pagamento é feito por meio do cartão de pagamento do Bolsa Família, do Cartão Cidadão ou de outros mecanismos de auxílio do governo federal.
O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, acompanhou a visita da presidenta ao estado e afirmou que governo está trabalhando para fazer de 2013 um ano melhor que 2012. “Esta seca não vai colocar o Nordeste para trás, ela vai servir de inspiração para que a gente possa multiplicar os investimentos e manter o Nordeste crescendo mais que a média do Brasil”, afirmou.
Foram liberados, no ano passado, aproximadamente R$ 3 bilhões para ações emergenciais - como o programa Água para Todos -, de enfrentamento à estiagem. Em todo o País, o Garantia Safra atende a mais de 767 mil famílias do semiárido, com investimento total no programa de mais de R$ 522 milhões.
“2013 vai ser o ano que nós vamos colher muitas coisas que plantamos. E vai ser o ano que nós vamos plantar ainda mais do que vamos colher. Mas eu asseguro para vocês, este ano será de crescimento sério, sustentável e sistemático”, afirmou a presidenta Dilma Rousseff.

Bolsa Estiagem

O Bolsa Estiagem é um benefício que oferece apoio aos agricultores familiares com renda mensal média de até dois salários mínimos e que vivem em localidades onde foi decretado estado de calamidade pública ou situação de emergência, reconhecidos pelo governo.
Para receber o benefício, o agricultor deve residir no município afetado, entre janeiro e outubro de 2012, possuir a Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), estar no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e não ter aderido ao Garantia Safra 2011/2012.

                                            Garantia Safra
 
O Garantia Safra é uma ação voltada para os agricultores familiares localizados na região Nordeste do País - na área norte do estado de Minas Gerais, Vale do Mucuri, Vale do Jequitinhonha e na área norte do estado do Espírito Santo - que sofreram perda de safra por motivo de seca ou excesso de chuvas.
Para aderir ao programa, o agricultor deve estar em municípios onde foram detectadas perdas de, pelo menos, 50% da produção de algodão, arroz, feijão, mandioca ou milho. O Garantia Safra é destinado aos agricultores com renda de até um salário mínimo que tenham sofrido perdas na lavoura, devido às chuvas ou estiagem.
As ações emergenciais de enfrentamento à estiagem são coordenadas pelo Ministério da Integração Nacional, em articulação com os governos estaduais, que formaram comitês para controle e execução dos trabalhos. Foram beneficiados moradores de Alagoas, da Bahia, do Ceará, do Maranhão, de Minas Gerais, da Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.
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Fontes:

 

FATRES realiza oficina de Planejamento Participativo.


A cidade de Monte Santo sediou no mês de janeiro de 2013, entre os dias 09 e 10 e os dias 15 e 16, a Oficina Planejamento Participativo da Chamada Pública de ATER Estadual. Em clima descontraído com troca de informações e eixos temáticos, os agricultores e as agricultoras rurais dos municípios de Cansanção, Itiúba, Monte Santo, Nordestina e Queimadas tiveram a oportunidade de planejar juntos e trocar experiências sobre sua própria convivência com o semiárido.
Atualmente a Fundação de Apoio à Agricultura Familiar do Semiárido da Bahia, FATRES, executa serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural, ATER, do projeto da chama 001/2012 nos lotes 28 e o 46. Temas como Convivência com o Semiárido, Produção de Alimentos para a Segurança Alimentar e Nutricional, Agroecologia e Organização Social e Políticas Públicas foram debatidos entre os participantes. 

Um dos coordenadores da atividade, Allandelon Mota, Engenheiro Agrônomo da FATRES, relata com satisfação a participação dinâmica e eficaz dos agricultores e agricultoras familiar. “Esse planejamento foi feito por uma interação muito grande entre a equipe técnica e os beneficiários, não foi um planejamento de cima para baixo, eles relataram as suas experiências, seus anseios principalmente das suas dificuldades” conclui Allandelon.
O Engenheiro Agrônomo Deraldo Dias Filho, que foi o coordenador das atividades desenvolvidas nos dias 09 e 10, comenta que a ideia é construir as ações coletivamente e que possa haver um maior número de agricultores e agricultoras envolvidos no processo.
“As necessidades variam de uma comunidade para outra, em quanto uma comunidade tem um aptidão de produzir hortaliças, outro já trabalham com a caprinovinocultura, assim conseguimos identificar o que a realidade de cada familiar e atender melhor os agricultores e as agricultoras” diz o coordenador Deraldo Dias Filho. 
E dessa forma que a FATRES esta conduzindo as atividades para o ano de 2013 do projeto da Chamada Pública de Assistência Técnica e Extensão Rural, ATER. São 960 famílias atendidas pela FATRES em 05 municípios. Um jeito de respeitar o saber local que é passado de geração em geração, os próprios agricultores e agricultoras levantando suas necessidades e desafios para esse ano. Com esse planejamento participativo os técnicos vão poder dar uma assistência técnica mais próxima da realidade de cada comunidade e de cada família.
Com essas informações relatadas pelos próprios beneficiados, parceiros e a equipe técnica, o próximo é as visitas técnicas a unidades produtivas familiares para atender os anseios das comunidades, dessa forma sugerindo soluções, como a convivência com o semiárido e melhorando a qualidade de vida de cada família.