Homenagens à mulher incluem exposição e livro sobre Maria Bonita


A abertura da exposição “Bonita Maria do Capitão” e o lançamento de um livro com o mesmo nome, nesta quinta-feira (8), no Palácio Rio Branco, em Salvador, marcaram as comemorações dos 101 anos nascimento de Maria Bonita, a rainha do Cangaço, e também as homenagens ao Dia Internacional da Mulher, promovidas pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM), em parceria com a Sociedade do Cangaço, Secretaria de Cultura do Estado (Secult) e Universidade do Estado da Bahia (Uneb).

A mostra, que permanece até o dia 22 de março, reúne fotos da mulher de Lampião nos vários momentos em que ela viveu ao lado dos cangaceiros. Maria Bonita nasceu no dia 8 de março de 1911, na localidade de Malhada da Caiçara, município baiano de Paulo Afonso, sendo batizada com o nome de Maria Gomes de Oliveira. A titular da SPM, Vera Lúcia Barbosa, afirmou que o Governo do Estado apoiou os eventos, a fim de apresentar à população a história do cangaço.

História e mitos

De acordo com a organizadora da exposição e do livro, Vera Ferreira, neta da homenageada, o desejo de registrar a história de Maria Bonita surgiu quando ela tinha 13 anos, tendo iniciado uma pesquisa extensa, que durou muito anos, sobre seus avós cangaceiros e o cangaço. Segundo Vera, o mais difícil foi encontrar material sobre o assunto, principalmente pessoas que tivessem conhecido Maria Bonita e contasse mais sobre ela. “Tínhamos um acervo enorme sobre meu avô Lampião, mas pouca coisa sobre minha avó. As pessoas que tinham convivido com ela, morreram muito cedo. Queríamos saber da vida dela antes do cangaço. Conseguimos depoimentos de minhas tias e de algumas amigas. A partir daí contextualizamos a história do sertão e do cangaço. Fiquei muito feliz com o resultado, pois devia esse registro histórico a minha avó”, afirmou.

A pesquisadora e autora do livro, Germana Gonçalves, disse que o objetivo da pesquisa é refletir sobre o papel social da mulher na estrutura política do movimento do cangaço, a figura da mulher nordestina e sobre a história e mitos em torno de Maria Bonita, primeira figura feminina a ingressar num grupo de cangaceiros.

A única filha do casal Maria Bonita e Lampião, Expedita Ferreira Nunes, 79 anos, fez questão de vir de Sergipe para participar das homenagens a sua mãe. “É uma emoção muito grande, porque, além de ser aniversário de minha mãe, é uma homenagem a todas as mulheres”, afirmou.

Fonte: SECOM

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