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Debate sobre formação cidadã e capacitação técnica de jovens repercute em seminário

 
O Seminário Temático da Juventude Rural, realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) que encerrou na última terça-feira (06) estabeleceu diretrizes e determinou alterações que vão compor o documento final da 1ª Conferência Nacional sobre Assistência Técnica e Extensão na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária (1ª CNATER).

“Para nós, do MDA, os espaços em que dialogamos com a sociedade civil organizada são essenciais e estratégicos para a construção de políticas”, afirma Ana Carolina Silva, assessora especial de Juventude do ministério. “Entendemos que essas políticas devem ser construídas junto aos movimentos sociais e às organizações não governamentais para que possamos encontrar o caminho certo para implementar e efetivar o trabalho”, explicou.

O Comitê Permanente de Juventude Rural do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf) conta com a participação de aproximadamente 40 jovens rurais, membros de 18 associações civis organizadas de todas as regiões do país, além de 11 entidades do governo federal.

As propostas foram elaboradas tendo como base cinco eixos principais: Juventude e Ater para o desenvolvimento rural sustentável; Juventude e Ater para a diversidade da agricultura familiar e a redução das desigualdades; Juventude, Ater e políticas públicas; juventude, gestão, financiamento, demanda e oferta dos serviços de Ater; e Juventude, metodologia e abordagens de extensão rural.

Um assunto muito tratado durante o seminário foi a formação cidadã e a capacitação técnica dos jovens rurais dentro do sistema de políticas de educação no campo, alicerçada na pedagogia da alternância, que garante a participação efetiva da juventude rural nos processos de implementação da Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (PNATER).

Foram tratadas novas prioridades da juventude rural para a PNATER, e ficou determinada a inclusão de jovens do campo em políticas públicas de combate à desigualdade social que promovam trabalho decente, autonomia social, econômica e política, e sucessão rural.

A garantia do acesso permanente da juventude rural a ATER, que considera suas identidades e potencialidades locais por intermédio dos programas de crédito, e a Rede Brasil Rural foram outros tópicos amplamente discutidos. “Dialogar com as organizações não governamentais executoras junto a uma juventude que sabe o que necessita deste serviço, buscando uma perspectiva de assistência técnica específica, é um enorme ganho político para o ministério e para o Brasil”, reitera a assessora.

O coordenador do Comitê Permanente de Juventude Rural da Condraf, Germano de Barros, destacou o principal motivo do seminário. “Pretendemos, acima de tudo, mobilizar e instrumentalizar os jovens rurais para que a partir das conferencias estaduais e territoriais, eles tenham condições de garantir as resoluções para a juventude”, salientou.

Inclusão digital, autonomia econômica com fomento ao cooperativismo, formação adequada e maior participação da juventude rural à Cnater também foram assuntos que entraram na pauta do seminário. Vera Azevedo, da secretaria do Condraf, se mostrou muito otimista em relação ao resultado final. “ Eu saio daqui hoje muito satisfeita. As propostas estão ótimas e o objetivo foi alcançado”, reforçou.

Fonte: MDA



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