Páginas

Curso técnico de ATER para quilombolas na Bahia promove capacitação e aprendizado social


 
 
Termina neste sábado (21), o Curso Preparatório para Atuação de Técnicos no Plano Brasil Sem Miséria, organizado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). O curso capacita 65 profissionais em Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) para atender mais de quatro mil famílias em comunidades quilombolas de quatro estados do país. O objetivo é promover a inclusão das famílias no Brasil Sem Miséria – plano interministerial para erradicação da pobreza extrema. Desde segunda-feira (16), 56 técnicos e nove coordenadores estão sendo preparados no Centro de Treinamento da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), em Salvador, para a ação de campo.

Além de estabelecer as diretrizes gerais do plano, do qual a ação faz parte, as palestras visaram mostrar aos futuros técnicos como os ministérios vão atuar dentro do programa para levar cidadania a comunidades quilombolas em situação de vulnerabilidade social. Neste âmbito, o MDA também promoveu uma palestra para sensibilizar os alunos em relação à situação da agricultura familiar na extrema pobreza.

“São populações muito vulneráveis que se enquadram no perfil da extrema pobreza, prioridade do Brasil Sem Miséria”, explica o representante da Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Wesley Nogueira. “Por estarem em áreas isoladas, os quilombolas têm menos acesso às políticas públicas. O curso tem o desafio de estabelecer uma abordagem direta com os técnicos para que eles possam ter a mesma abordagem direta com as famílias.”

Para introduzir a questão quilombola, a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) apresentou aos técnicos números, dados, histórico e metas do Programa Brasil Quilombola (PBQ), que reúne ações do Governo Federal para as comunidades remanescentes de quilombos. A caracterização desses territórios foi um dos pontos altos do curso, com foco no entendimento da identidade quilombola, conhecimento fundamental para a formação dos agentes que vão trabalhar lado a lado com as pessoas que vivem nas comunidades. Para aprofundar o assunto, a Fundação Cultural Palmares se fez presente promovendo dinâmicas e palestras sobre cultura, direito e cidadania quilombola. Divididos em grupos correspondentes aos estados em que vão atuar, os alunos ouviram colaboradores das suas respectivas regiões, que estiveram em campo nas comunidades.
 
Fonte: MDA

Nenhum comentário:

Postar um comentário