MDA debate ATER para mulheres rurais


Com o intuito de debater a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (PNATER) para as mulheres rurais, teve início na terça-feira (6) a Conferência Nacional de Ater para as mulheres. Realizado por meio da Diretoria de Política para Mulheres Rurais e Quilombolas (DPMR) do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o evento será encerrado na tarde de quarta (7) e integra a fase das atividades preparatórias para a I Conferência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária (1ª CNATER).

O encontro reúne mulheres e representantes de cerca de 50 instituições de todos os estados a fim de aprimorar e fortalecer as políticas públicas para o segmento. Dentre os desafios debatidos durante o primeiro dia de encontro está a a maneira como se deve pensar a Ater para as mulheres. De acordo com o secretário nacional de Agricultura Familiar, Laudemir Muller, a Ater tem que servir às políticas públicas do MDA. “A Ater tem que estar conectada, adequada à nossa estratégia e à nossa política”, afirmou.

Outra questão foi a promoção da igualdade de gênero no rural – o que, de acordo com a diretora de Política para as Mulheres Rurais do MDA, Andrea Butto, é de grande importância para o fortalecimento dessa política público e dos atores e atrizes envolvidos. “É necessário fazer uma reflexão sobre o papel da mulher nas atividades econômicas que é tão importante quanto o do homem, mas ainda não reconhecido”, explidou.

Andrea destacou ainda a diminuição da participação das mulheres nas atividades por diversos motivos, inclusive a violência, o que não pode ser ignorado pela Ater. “Não podemos levar à risca aquele ditado de que ‘em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher’, precisamos tratar disso como um problema social por meio da Ater”, disse. Ela também citou a necessidade do reconhecimento e afirmação da autonomia econômica da mulher rural e do incentivo às organizações de caráter coletivo entre as mulheres. “Isso é muito importante, até para promover uma espécie de autoajuda entre as mulheres”, concluiu.

Em apoio às mulheres, o agronômo representante da Cooperativa de Profissionais Autonômos do Maranhão (COOPRAMA), José Raimundo Veras, reafirmou que o papel da mulher deve ser mais valorizado. “O papel da mulher também é ter cidadania”, acrescentou.

Fonte: MDA

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