EBDA busca a implantação de práticas agroecológicas no desenvolvimento rural


Inserir a agroecologia nas práticas agrícolas, como matriz tecnológica do desenvolvimento rural sustentável do estado da Bahia. Com este foco a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola S.A. (EBDA), através da Diretoria de Agricultura, reuniu, nos dias 09 e 10 de fevereiro, no auditório do Centro de Treinamento da Empresa (CTN), técnicos para a construção de um planejamento de transição agroecológica.

De acordo com o engenheiro agrônomo e diretor de Agricultura, João Bosco Ramalho, responsável pelo evento, a iniciativa tem como base os três pilares da sustentabilidade: uma agricultura familiar com melhores condições econômicas, ecologicamente correta e socialmente justa. “Estamos planejando a institucionalização da agroecologia, com a finalidade de agir transversalmente nos programas e projetos da EBDA”, explicou o diretor.

Participaram do encontro as Gerências Regionais de Juazeiro, Serrinha, Feira de Santana, Ribeira do Pombal, Seabra, Itabuna, Cruz das Almas e Jacobina, além das coordenações de Assessoria Técnica, Social e Ambiental à Reforma Agrária (Ates) e do Programa Pacto Federativo. “Foi feito um planejamento procurando envolver, inicialmente, estas regionais e coordenações, através de capacitação de técnicos e posteriormente agricultores familiares, utilizando as Estações Experimentais da Empresa, como unidades de demonstração”, ressaltou Bosco.

O engenheiro agrônomo e técnico da região de Feira de Santana, Daniel Rebouças Dourado, explicou que a agroecologia é um modelo de desenvolvimento rural sustentável que defende formas de plantio em harmonia com o meio ambiente e garante ao agricultor uma produção limpa, com a utilização de técnicas simples, eficientes e de baixo custo. “Ela associa o conhecimento dos agricultores familiares, com o conhecimento do técnico, objetivando a segurança alimentar, a comercialização de produtos naturais, geração de emprego e renda, e acesso aos diferentes serviços, e políticas públicas do governo”, explanou.

A prática agroecológica é uma abordagem que agrega saberes populares e tradicionais, e permite a recuperação da fertilidade dos solos sem o uso de fertilizantes minerais, assim como o cultivo sem o uso de agrotóxicos, criando a autonomia pois o agricultor deixa de depender de insumos externos e passa a produzi-los. Segundo Bosco acima de tudo, a agroecologia agrega uma agricultura sustentável que resgata à cultura camponesa, evita o êxito rural e fortalece o seu empoderamento.

Compõem o planejamento o uso de videoconferências para informar e capacitar, a utilização dos meios de comunicação, como o Novo Dia e A Voz da EBDA, e também a produção de cartilhas, livros, folhetos, entre outros, para auxiliar no processo de capacitação.

Congresso Brasileiro de Agroecologia

A EBDA vai apresentar, até o final deste mês, uma proposta estadual, para a Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), com a intenção de sediar o 8º Congresso Brasileiro de Agroecologia 2013 e conseqüentemente fortalecer as ações da Empresa e do Estado, voltadas para a temática em questão.

“A agroecologia reforça a idéia e a expectativa de uma nova agricultura, benéfica tanto para o ser humano, como ao meio ambiente. A realização do congresso na Bahia impulsionará as nossas ações e dos nossos parceiros, instituindo a agroecologia na pauta da agricultura familiar”, finalizou esperançoso o diretor de Agricultura, João Bosco.

Fonte: Assimp/EBDA

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