Comandante do 16º Batalhão pede a policiais que voltem ao trabalho durante entrevista de rádio
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| FOTO: Calila Notícias |
Em entrevista ao programa Rádio Comunidade, na Rádio Comunitária Valente FM, o Comandante do 16º Batalhão da Polícia Militar de Serrinha, Coronel Vitor Santana, pediu aos policiais militares que repensem e voltem a trabalhar. Ele informou que conta com a ajuda de oficiais, que fazem a ronda e atendem aos chamados de emergência do 190.
Apesar de afirmar que a situação é tranquila, o Coronel declarou que está preocupado com a população e disse que a hora é de responsabilidade, chamando os policiais militares do Batalhão para retornarem a seus postos.
A greve, que já dura 9 dias, tem como principais reivindicações aumento salarial e a incorporação de gratificações aos salários.
Confira a entrevista concedida ao Radialista Cleber Silva.
Rádio Valente FM: 16º Batalhão coordena 21 municípios, todos eles estão aquartelados também?
Coronel Vitor: Nós somos 21 municípios. Temos a Companhia de Araci, Companhia de Riachão e a Companhia de Coité, que atende a Região Sisaleira, mais precisamente Coité, Valente, Retirolândia, Santaluz, São domingos e Ichú, e o nosso pessoal está aguardando as decisões. A agente, na qualidade de comandante, fica muito preocupado com as pessoas, com a população. Nesse momento eu quero pedir ao nosso pessoal, aos nossos soldados, policiais militares, que trabalham em seus DPMs – Departamentos de Polícia Militar (por que a nossa situação é diferente de Salvador, é diferente de Feira de Santana), então vai aqui o meu pedido, porque nós vivemos mais próximo da comunidade. As pessoas residem nessas comunidades e tem amigos, têm parentes, tem família e eu acho que o momento é de repensar, o momento é de responsabilidade mesmo, e pedir a eles (policiais) que repensem. Nossas famílias estão expostas também, que voltem ao trabalho. A situação está se resolvendo em Salvador, têm pessoas indicadas, pessoas apropriadas pra resolver isso e não é a gente fazendo essa paralisação que vai resolver muita coisa. Espero que cada um tenha a consciência e a responsabilidade, porque servimos ao companheiro, ao amigo, a família e aos amigos que vivem no dia a dia com a gente. Esse seria o meu pedido para que as coisas pudessem ser amenizadas, pelo menos.
Rádio Valente FM: Essa seria uma orientação então, já que os policiais estão aquartelados? Voltar ao trabalho? Seria isso?
Coronel Vitor: Eu tenho notícias de que apesar dos DPMs estarem nessa situação, mas atendem as situações que ocorrem. Ocorrendo os problemas o pessoal sai e atende, mesmo porque eles vivem na comunidade. Eles estão em casa. Estão com os familiares. Estão com as pessoas, com os amigos e essa é a minha orientação, o meu pedido, que as pessoas tenham consciência e voltem ao trabalho e aguardem o que pode acontecer.
Rádio Valente FM: Alguns Bancos estão funcionando parcialmente, que orientação o senhor daria para os bancos nesse momento?
Coronel Vitor: Nossa orientação é que o pessoal do banco, o gerente, analise a situação. Eu não posso dizer: abram os bancos, funcionem. Eu não posso dizer isso. Mas cada um vai analisar a situação de cada cidade. Serrinha não está funcionando, houve uma reunião e o pessoal achou por bem segurar mais um pouco, até ver como as coisas vão de processar.
Rádio Valente FM: Serrinha ainda está aquartelada?
Coronel Vitor: Quando se fala aquartelada, nós temos só o pessoal de serviço. Graças a Deus não temos pessoal de folga no quartel, nem fazendo barulho, nem perturbando a ordem pública. O pessoal está a serviço (não falta ao serviço) está na sede das Companhias, e aguardando o desenrolar das coisas.
Rádio Valente FM: A gente sabe que a população está meio apreensiva, alguns serviços não estão funcionando direito, como escolas, universidades. Qual seria a orientação nesse momento?
Coronel Vitor: todos estão acompanhando, todos sabem da realidade e cada um tem que saber da sua conveniência própria, do seu deslocamento, do seu horário. Cabe a cada um analisar esse momento. Não só a responsabilidade do comandante do 16 º, mas a responsabilidade de cada um de saber aonde vai, o horário que vai e eu espero, tenho fé em Deus, que hoje ainda a greve acabe. Quem sabe né? Estou torcendo. Estou sofrendo muito também com essa situação, estou aqui desde quarta-feira de manhã no quartel, sem sair.
Rádio Valente FM: Coronel, em sua opinião, pessoal, a proposta que o governo fez daria para os policiais voltarem ao trabalho ou ainda precisaria pensar melhor sobre a proposta?
Coronel Vitor: Eu acho que as partes, cada um tem que analisar. A responsabilidade é grande, tem que ceder de um lado, de outro, não pode continuar como está esse caos, essa situação. Eu não quero me envolver muito, não quero dar opinião porque a gente está aqui também sofrendo, vivenciando. Agora essas pessoas que estão lá em salvador, Comando Geral, o pessoal do governo, têm a capacidade, o pessoal que está envolvido das associações, é um pessoal inteligente, que sabe como conduzir a coisa e a gente espera que chegue a bom termo e que a gente possa sair dessa situação difícil.
Perguntado sobre a importância da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 300), para a melhoria da situação da PM, o Coronel preferiu não responder.
A PEC 300 é uma Proposta de Emenda à Constituição que, em sua proposta original, pretende igualar os salários dos militares estaduais de todo o Brasil (ativos e inativos) aos salários dos militares do Distrito Federal.
FONTE: CONSISAL.COM


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