Zoneamento de culturas acelera desenvolvimento de municípios baianos
Produtores de seringueira de Barro Preto, Buerarema, Ituberá, São José da Vitória e Una garantiram acesso ao crédito rural graças à inclusão no zoneamento agrícola de risco climático do Ministério da Agricultura (Mapa). A portaria, publicada no Diário Oficial da União, atende à reivindicação da Secretaria da Agricultura (Seagri), que acompanha com cuidado todos os processos de zoneamento, buscando corrigir os eventuais equívocos que prejudiquem a Bahia. Durante este ano, 32 culturas foram zoneadas no Estado em função da atuação da Seagri.
O zoneamento da cultura da seringueira nesses municípios é uma medida importante que se soma aos esforços que estão sendo feitos para tornar a Bahia autossuficiente na produção de borracha natural. Com esse objetivo, a Câmara Setorial da Borracha elaborou o Programa de Desenvolvimento do Setor da Borracha Natural do Estado da Bahia - Prodebon, que tem entre suas metas a implantação de 100 mil hectares de seringueiras até 2031, a elevação da produção para 300 mil toneladas/ano, e a geração de 34 mil empregos diretos, que hoje são 6.557 postos de trabalho. Segundo maior produtor nacional de borracha natural, com 32.314 hectares plantados e produção de 17.2 mil toneladas/ano de borracha seca, a Bahia se prepara para dar um salto qualitativo e quantitativo nos próximos 20 anos. O Prodebon vai atender inicialmente a 18.300 produtores, em sua maioria da agricultura familiar.
Novas solicitações
Visando dar sustentabilidade às cadeias produtivas dos citros, da banana e da mandioca, a Seagri está solicitando também revisão das portarias para zoneamento destas culturas. No início de 2012, serão encaminhados ao Mapa estudos com indicativos das potencialidades do solo e do clima, além de dados pluviométricos diários, mensais e anuais. Até então, estas localidades estão excluídas do levantamento por conta do processo metodológico utilizado.
O zoneamento agrícola de risco climático é um procedimento efetuado pelo Mapa, definindo as áreas e as épocas de plantio para as culturas agrícolas, correlacionado ao ciclo das culturas e ao tipo de solo, conforme sua capacidade de retenção de água. Nesse método, é levado em consideração séries agroclimáticas históricas, com o objetivo de minimizar as chances de adversidades climáticas coincidirem com a fase mais sensível das culturas.
Se a cidade não estiver zoneada para implantar uma cultura, não será amparada pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), bem como pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central do Brasil. A não inclusão de municípios nos zoneamentos de risco climáticos ocasiona a imediata suspensão de financiamentos aos agricultores familiares, provocando impactos econômicos e sociais negativos, refletindo nas economias locais e, posteriormente, na estadual.
O Mapa divulga as localidades em portarias publicadas no Diário Oficial da União a cada ano-safra, e por estado da federação, servindo de orientação para o crédito de custeio agrícola oficial, bem como o enquadramento no seguro rural privado e público. A Seagri tem a tarefa de analisar, revisar e estudar a viabilidade das áreas já produtoras, bem como de áreas potencialmente produtivas excluídas do referido zoneamento, solicitando então a revisão das portarias.
Fonte: Notícias da Bahia


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