Brasil Sem Miséria: chamada de ATER Quilombola vai atender 5.520 famílias

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) publicou nesta terça-feira (20) no Diário Oficial da União (DOU) chamada pública para a prestação de serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) a famílias quilombolas em situação de vulnerabilidade social em seis estados, incluindo a Bahia.

As empresas selecionadas vão atender ao longo de 15 meses o total de 5.520 famílias nos municípios de Francisco Sá (MG), Pai Pedro (MG), Jaíba (MG), Porteirinha (MG), Catuti (MG), Janaúba (MG), Monte Azul (MG), Conceição da Barra (ES), São Mateus (ES), Santarém (PA), Bom Conselho (PE), Campo Formoso (BA) e Alcântara (MA).

A relação das famílias atendidas foi definida pelo MDA, juntamente com Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Fundação Palmares e Secretaria do Patrimônio da União. Pará, Bahia, Pernambuco, Maranhão e Minas Gerais contam com o maior número de comunidades quilombolas certificadas e/ou tituladas. No Espírito Santo, serão atendidas comunidades onde foi constatada violação do direito humano à alimentação adequada, conforme relatório da Comissão Especial de Acompanhamento aprovado pelo Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH).

Para o Assessor Especial para Povos e Comunidades Tradicionais do MDA, Edmilton Cerqueira, esta chamada tem o diferencial de reconhecer as especificidades das comunidades de remanescentes de quilombos. 
As empresas selecionadas pela chamada pública prestarão atendimento às famílias das comunidades quilombolas ao longo de 15 meses. As equipes contratadas realizarão um diagnóstico da Unidade de Produção Familiar (UPF) e um diagnóstico da comunidade quilombola atendida. Além disso, os técnicos devem facilitar o acesso dos beneficiários e beneficiárias às políticas públicas. Os dados levantados nos diagnósticos permitirão a elaboração do Projeto de Estruturação Produtiva e Social Familiar e Coletivo.

A rota de inclusão social abrange o mapeamento das carências das famílias - documentação, acesso a benefícios sociais, alfabetização, casa, água, luz e estrada – e o encaminhamento das demandas aos órgãos responsáveis na estrutura administrativa local. Já a rota de inclusão produtiva prevê a estruturação da produção para autoconsumo e a comercialização do excedente, além do acesso das famílias às demais políticas públicas voltadas para a agricultura familiar.

Esta é a terceira chamada pública para a contratação de serviços de ATER como parte do Plano Brasil Sem Miséria, estratégia lançada pelo Governo Federal em junho para erradicar a pobreza extrema no País.
Fonte: MDA

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